Comprar um imóvel exige organização e planejamento financeiro. E para dar esse passo com segurança, é essencial entender quais são as formas de financiamento disponíveis. A seguir, você confere as principais alternativas e como cada uma funciona!

O que é financiamento imobiliário?
O financiamento imobiliário é uma linha de crédito destinada à compra de imóveis — sejam residenciais ou comerciais, novos ou usados. Funciona assim: o comprador adquire o bem com recursos emprestados de bancos ou construtoras, pagando o valor em parcelas mensais, com prazos e condições pré-definidos.
Existem diferentes modalidades de financiamento, com características próprias. Por isso, entender seu perfil, renda e tipo de imóvel desejado é fundamental para escolher a melhor opção.
Principais modalidades de financiamento
Confira os modelos mais comuns no mercado brasileiro e veja qual faz mais sentido para sua realidade:
1. Sistema Financeiro de Habitação (SFH)
Uma das opções mais populares, o SFH é regulamentado pelo governo e utiliza recursos do FGTS e da poupança. Ele atende imóveis de até R$ 1,5 milhão e oferece taxas de juros mais acessíveis, entre 8% e 12% ao ano.
O SFH permite usar o FGTS na entrada ou na amortização da dívida. Apesar de vantajoso, tem limitações de valor e só pode ser usado para imóveis residenciais.
2. Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI)
Já o SFI é voltado para imóveis de valor superior a R$ 1,5 milhão, ideal para quem busca opções no mercado de alto padrão. Ele é mais flexível e não impõe teto de valor para o imóvel — embora não permita o uso do FGTS.
As taxas são ajustadas com o banco, e essa modalidade costuma ser a escolhida para financiar empreendimentos de luxo, como os localizados em Balneário Camboriú ou Praia Brava.
3. Financiamento direto com a construtora
Nessa alternativa, a negociação acontece diretamente com a construtora, sem a intermediação de bancos. Isso reduz a burocracia e pode tornar o processo mais ágil.
É uma opção comum para imóveis novos ou na planta. As parcelas tendem a ser mais altas, mas o prazo costuma ser menor — geralmente de até 10 anos. As taxas de juros variam conforme o contrato com a incorporadora.
4. Programas habitacionais para baixa renda
Programas como o Minha Casa, Minha Vida são voltados para famílias com renda de até R$ 8 mil. Eles oferecem subsídios, condições facilitadas e juros reduzidos.
São indicados para quem ainda não tem imóvel próprio e busca uma solução acessível. A principal limitação é o valor do imóvel, geralmente de até R$ 350 mil, além das regras específicas de aprovação.
5. Consórcio imobiliário
O consórcio não é um financiamento tradicional, mas uma alternativa interessante. Nele, você entra em um grupo de pessoas que contribuem mensalmente até serem contempladas com uma carta de crédito — por sorteio ou lance.
Não há cobrança de juros, apenas taxas administrativas. É ideal para quem não tem pressa para comprar, mas quer se planejar para o futuro e economizar.

